Às 15h30 viaja para Georgetown, capital da Guiana, com chegada prevista para as 17h15 (menos duas horas em relação a Brasília). Participa de cerimônia de condecoração concedida pelo governo da Guiana, no Centro Cultural Nacional, e às 19h15 assiste a uma apresentação cultural. Às 19h30 haverá uma recepção em homenagem ao presidente brasileiro oferecida pelo governo da Guiana e, às 20 horas, um jantar oficial oferecido pelo presidente Bharrat Jagdeo aos Chefes de Estado e de Governo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que se encontram no país.
Tecnologia Agrícola Rural e Urbana. Serviços: Hortas em pequenos espaços ( hortaliças e ervas medicinais ), fruteiras em vasos, jardins horizontal e vertical, plantas em bolas coloridas. Em residências, apartamentos, empresas e chácaras. Obrigado pela visita, deixe seu recado!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
Pesquisadores da USP desenvolvem bioaroma
Substância é alternativa para aromatizante sintético utilizado na indústria de alimentos e bebidas
Uma abordagem ambientalmente compatível para a produção de bioaromas, usados na indústria de alimentos e bebidas, está em desenvolvimento na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga, São Paulo, segundo informações da Agência USP. O termo bioaroma é utilizado para designar aromas obtidos por meio enzimático ou por fermentação microbiana, produzida por fungos e leveduras. “Além de serem menos agressivos ao meio ambiente, os processos biotecnológicos produzem aromas considerados naturais”, explica o professor da FZEA responsável pela pesquisa, Gelson Conceição.
O objetivo da pesquisa é obter fungos, filamentos e leveduras que produzam lipases extracelulares estáveis capazes de atuar em reações que geram ésteres de aroma. No estudo, foram utilizadas leveduras capazes de catalisar a quebra de triacilglicerídios, ou seja, óleos vegetais e gorduras. Em meio orgânico, estas enzimas são capazes de catalisar a reação inversa, ou seja, transformar um álcool e derivados de ácido ecarboxílico em ésteres. “Atualmente, há predomínio do uso dos aromas sintéticos idênticos aos naturais nas indústrias de alimentos, pois o custo de produção por via totalmente química ainda é mais acessível”, diz o professor.
Como modelo, pesquisadores utilizaram a obtenção do acetato de isoamila, componente principal do aroma natural dabanana, produzido artificialmente pela indústria química, mas a um valor agregado baixo. A lipase usada nos experimentos é produzida pela levedura Trichosporon cutaneum, em um meio favorável a seu desenvolvimento. Após dois dias de cultivo, a levedura é retirada do caldo fermentativo, que é processado para a obtenção da lipase bruta. Em seguida, a lipase bruta é imobilizada em um suporte sólido para ser usada na montagem da reação química que vai produzir os ésteres de aroma. Após 24 horas, já é possível verificar a síntese do acetato de isoamila em alto rendimento, acima de 85%.
O professor da FZEA explica que todo o processo é realizado em microescala, no laboratório da FZEA. “A ideia é aprimorar a tecnologia a partir da qual se obtém a lipase imobilizada, para conseguir alta eficiência no processo de síntese”, planeja. A ampliação do rendimento também permitirá a aplicação da tecnologia de uso da lipase imobilizada para a síntese de outros ésteres de aroma, como por exemplo, o do abacaxi. “Além de serem menos agressivos ao meio ambiente, os processos biotecnológicos agregam valor aos produtos, já que esses recebem o status de naturais pela legislação brasileira do setor de alimentos”, reconhece o professor.
FAO alerta para nova alta nos preços dos alimentos em 2011
Entidade prevê que safra mundial de cereais cairá 2,1% no ciclo 2010/11, enquanto consumo deve crescer 1,3%
Os preços dos alimentos podem subir mais no próximo ano, se a produção de itens importantes, como o trigo, não aumentar, afirma a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). "Diante da expectativa de queda dos estoques globais, o volume de produção do próximo ano será crucial para a estabilidade, ou não, dos mercados internacionais", aponta a entidade no relatório "Food Report", divulgado nesta quarta-feira (17/11).
Apesar de as cotações de vários produtos agrícolas terem tido forte queda na última semana, ainda registram ganhos expressivos no ano, graças a uma combinação de perdas provocadas por eventos climáticos, políticas de gerenciamento de estoques e desvalorização do dólar.
Recentemente, os preços do açúcar atingiram a máxima de 30 anos e os do café a máxima de 13 anos. Mesmo após as quedas dos últimos dias, até esta terça-feira (16/11) o milho, o trigo e a soja acumulavam alta de 20%, 6% e 19%, respectivamente.
Apesar de as cotações de vários produtos agrícolas terem tido forte queda na última semana, ainda registram ganhos expressivos no ano, graças a uma combinação de perdas provocadas por eventos climáticos, políticas de gerenciamento de estoques e desvalorização do dólar.
Recentemente, os preços do açúcar atingiram a máxima de 30 anos e os do café a máxima de 13 anos. Mesmo após as quedas dos últimos dias, até esta terça-feira (16/11) o milho, o trigo e a soja acumulavam alta de 20%, 6% e 19%, respectivamente.
Produção x consumo
A FAO prevê que a safra mundial de cereais caia 2,1% na safra 2010/2011, para 2,22 bilhões de toneladas. Em junho, a entidade esperava um aumento de 1,2%. O consumo deverá crescer 1,3%, para 2,25 bilhões de toneladas. "A produção dos principais cereais tem que crescer substancialmente para atender o consumo e recompor os estoques mundiais", diz a entidade.
A produção de trigo deverá ceder 5,1%, para 647,7 milhões de toneladas e o consumo, aumentar 1,2%, para 668 milhões de toneladas. No caso do açúcar, a produção prevista é de 168,8 milhões de toneladas, aumento de 7,75%. Já o consumo será de 166,09 milhões de toneladas, alta de 2,15%.
Os estoques mundiais de cereais deverão diminuir 7% no período, com destaque para cevada (baixa de 35%), milho (recuo de 12%) e trigo (queda de 10%). O único estoque a aumentar será o de arroz (alta de 6%).
De acordo com a FAO, os custos de importação de alimentos deverão ultrapassar em 2010 o valor de US$ 1 trilhão pela primeira vez desde 2008, quando os preços também atingiram níveis recordes. "Se a pressão do aumento das cotações dos alimentos não for reduzida, a comunidade internacional terá de se manter vigilante e estar preparada parachoques de oferta em 2011", alerta a organização.
Embrapa investe em práticas agrícolas para valorizar produtos à base de uva
Produção sustentável da fruta pode melhorar qualidade do vinho nacional
Para melhorar a qualidade do vinho nacional, a unidade Uva e Vinho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) investe em manejo dos parreirais, na escolha correta dos produtos que podem ser usados no cultivo e em sistemas para reduzir as pulverizações.
“Também trabalhamos no desenvolvimento de novas variedades de uva para obtenção de produtos mais competitivos”, afirma o chefe-geral da unidade em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Lucas Garrido.
De acordo com Garrido, a difusão das Boas Práticas Agrícolas entre os produtores de uva do estado tem como principal objetivo diminuir a quantidade de resíduos de agrotóxicos nos frutos, incentivando a produção maissustentável e aumentando o emprego de produtos orgânicos.
“Trata-se de um conjunto de ações para produção de alimentos que ofereçam menos riscos à saúde. Quando os agricultores aplicarem essas práticas em todo o processo, certamente o rigor com a qualidade de vinhos, sucos e espumantes será maior, valorizando os produtos nacionais”, afirma.
“Também trabalhamos no desenvolvimento de novas variedades de uva para obtenção de produtos mais competitivos”, afirma o chefe-geral da unidade em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Lucas Garrido.
De acordo com Garrido, a difusão das Boas Práticas Agrícolas entre os produtores de uva do estado tem como principal objetivo diminuir a quantidade de resíduos de agrotóxicos nos frutos, incentivando a produção maissustentável e aumentando o emprego de produtos orgânicos.
“Trata-se de um conjunto de ações para produção de alimentos que ofereçam menos riscos à saúde. Quando os agricultores aplicarem essas práticas em todo o processo, certamente o rigor com a qualidade de vinhos, sucos e espumantes será maior, valorizando os produtos nacionais”, afirma.
Embrapa desenvolve três variedades de amendoim para o Semiárido
Tolerantes à seca, cultivares também apresentam potencial para fabricação de biodiesel
Três cultivares de amendoim desenvolvidas pela unidade de Algodão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Campina Grande, Paraíba, são recomendadas para o Semiárido nordestino. As variedades BR1, BRS 151 L7 e BRS Havana já estão disponíveis na Embrapa Transferência de Tecnologia, em Brasília, Distrito Federal. A oleaginosa também tem potencial para a fabricação de biodiesel, uma vez que algumas variedades produzem até 50% de óleo.
As cultivares são tolerantes à seca, apresentam ciclo curto e grãos com características exigidas pelo mercado interno e pela indústria. A BR1, mais procurada pelos produtores nordestinos, tem baixo teor de óleo (45%) e 29% de proteína bruta. Seu ciclo médio é de 90 dias. A BRS 151 L7 é a mais precoce, com ciclo de 87 dias. O teor de óleo bruto nas sementes é 46%. Já a BRS Havana tem ciclo de 90 dias e o menor teor de óleo (43%) entre as cultivares utilizadas no Brasil.
A maior parte do amendoim brasileiro é cultivada na região Sudeste, seguida pelo Centro-Oeste e Nordeste. São Paulose destaca com cerca de 80% da produção nacional. Os principais produtores do Nordeste são a Bahia, Sergipe, Ceará e Paraíba. A região é também a segunda maior consumidora de amendoim do Brasil. O sistema de produção típico é o de agricultura familiar, com pouco uso de insumos ou mecanização.
No mês passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou a relação dos municípios com novas áreas aptas ao plantio da oleaginosa no Ceará e Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O estudo para indicação das áreas leva em conta os períodos de plantio para o cultivo das variedades em condições de baixo risco climático.
Para obter mais informações e adquirir sementes das cultivares, basta entrar em contato com o escritório de negócios da Embrapa Paraíba através do email sementes@cnpa.embrapa.br.
As cultivares são tolerantes à seca, apresentam ciclo curto e grãos com características exigidas pelo mercado interno e pela indústria. A BR1, mais procurada pelos produtores nordestinos, tem baixo teor de óleo (45%) e 29% de proteína bruta. Seu ciclo médio é de 90 dias. A BRS 151 L7 é a mais precoce, com ciclo de 87 dias. O teor de óleo bruto nas sementes é 46%. Já a BRS Havana tem ciclo de 90 dias e o menor teor de óleo (43%) entre as cultivares utilizadas no Brasil.
A maior parte do amendoim brasileiro é cultivada na região Sudeste, seguida pelo Centro-Oeste e Nordeste. São Paulose destaca com cerca de 80% da produção nacional. Os principais produtores do Nordeste são a Bahia, Sergipe, Ceará e Paraíba. A região é também a segunda maior consumidora de amendoim do Brasil. O sistema de produção típico é o de agricultura familiar, com pouco uso de insumos ou mecanização.
No mês passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou a relação dos municípios com novas áreas aptas ao plantio da oleaginosa no Ceará e Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O estudo para indicação das áreas leva em conta os períodos de plantio para o cultivo das variedades em condições de baixo risco climático.
Para obter mais informações e adquirir sementes das cultivares, basta entrar em contato com o escritório de negócios da Embrapa Paraíba através do email sementes@cnpa.embrapa.br.
Leilão de biodiesel da ANP teve deságio de 1,04% no valor do litro
Remate movimentou aproximadamente R$ 1,38 bilhão
O 20º Leilão de Biodiesel, promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que terminou nesta quinta-feira (18/11), comercializou 600 milhões de litros e movimentou aproximadamente R$ 1,38 bilhão. O preço médio do biocombustível foi de R$ 2,296 por litro, deságio de 1,04% frente ao preço-teto definido.
Do total de 55 usinas habilitadas para participação no leilão, 45 foram vencedoras. Além disso, 89% do volume arrematado será originado de unidades detentoras do Selo Combustível Social, um certificado concedido pelo governo a empresas que asseguram a participação da agricultura familiar na cadeia produtiva.
O volume leiloado garantirá a mistura B5 (5% de adição de biodiesel ao diesel comum) no primeiro trimestre de 2011.
Do total de 55 usinas habilitadas para participação no leilão, 45 foram vencedoras. Além disso, 89% do volume arrematado será originado de unidades detentoras do Selo Combustível Social, um certificado concedido pelo governo a empresas que asseguram a participação da agricultura familiar na cadeia produtiva.
O volume leiloado garantirá a mistura B5 (5% de adição de biodiesel ao diesel comum) no primeiro trimestre de 2011.
Governo divulga estudo sobre áreas aptas para plantio de palma de óleo
Zoneamento agrícola determina solo e clima favoráveis ao cultivo do dendezeiro
O período com menor risco climático, os municípios aptos para o cultivo e os tipos de solo indicados para a cultura dapalma de óleo, safra 2010, nos estados do Pará, Roraima e Bahia foram publicados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no Diário Oficial da União (DOU), nesta quinta-feira (18/11).
O objetivo do estudo é minimizar os riscos decorrentes das adversidades climáticas coincidentes com as fases mais sensíveis da cultura.
A palma de óleo é cultivada no Brasil desde o século 17. As espécies mais utilizadas atualmente são a Elaeis guineensis Jecq, de origem africana, e a Elaeis oleifera Cartés, de origem americana, conhecida como dendê do Pará, além de híbridos dessas espécies.
Os elementos climáticos que mais afetam a produção do dendezeiro são a temperatura, a insolação e a precipitação pluvial. Deficiência hídrica elevada, baixas temperaturas e a irregularidade das chuvas são prejudiciais ao desenvolvimento e à produtividade da cultura.
A palma de óleo exige boa distribuição de chuva e temperatura média anual entre 25ºC e 28ºC.
O objetivo do estudo é minimizar os riscos decorrentes das adversidades climáticas coincidentes com as fases mais sensíveis da cultura.
A palma de óleo é cultivada no Brasil desde o século 17. As espécies mais utilizadas atualmente são a Elaeis guineensis Jecq, de origem africana, e a Elaeis oleifera Cartés, de origem americana, conhecida como dendê do Pará, além de híbridos dessas espécies.
Os elementos climáticos que mais afetam a produção do dendezeiro são a temperatura, a insolação e a precipitação pluvial. Deficiência hídrica elevada, baixas temperaturas e a irregularidade das chuvas são prejudiciais ao desenvolvimento e à produtividade da cultura.
A palma de óleo exige boa distribuição de chuva e temperatura média anual entre 25ºC e 28ºC.
Ministério aponta regiões do Pará mais adequadas ao cultivo do dendê
Da Redação
Agência Pará
Agência Pará
| O presidente Lula e a governadora Ana Júlia Carepa lançaram o Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo, no nordeste paraense |
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Programas de Financiamentos do Banco da Amazônia
Programa de Financiamento do Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (FNO – Amazônia Sustentável)
Crédito destinado a contribuir para o desenvolvimento econômico e social da Região Norte, em bases sustentáveis, apoiando os empreendimentos rurais e não-rurais, mediante a concessão de financiamentos adequados às reais necessidades dos setores produtivos.
Linha Especial de Financiamento Agrícola
Crédito ao atendimento de diversas atividades agrícolas, incluindo implantação ou modernização de frigoríficos em âmbito estadual ou municipal e de abatedouros para pequenos animais.
Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras - MODERFROTA
Crédito que Possibilita financiar a aquisição, isolada ou não, de tratores agrícolas e implementos associados, colheitadeiras e equipamentos para preparo, secagem e beneficiamento de café.
Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem – MODEINFRA
Crédito para apoio ao desenvolvimento da agricultura irrigada sustentável, econômica e ambientalmente; e ampliação da capacidade de armazenamento nas propriedades rurais.
Programa de Desenvolvimento do Agronegócio – PRODEAGRO
Crédito para apoio ao desenvolvimento dos setores de apicultura, aqüicultura, avicultura, floricultura, ovinocaprinocultura, pecuária leiteira sericicultura, suinocultura e ranicultura e a defesa animal.
Programa de Desenvolvimento da Fruticultura – PRODEFRUTA
Crédito para investimentos que proporcionem o incremento da produtividade e da produção, assim como as melhorias do padrão de qualidade e das condições de comercialização dos produtos frutícolas.
Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas – PROPFLORA
Crédito para apoio a implantação e manutenção de florestas destinadas ao uso industrial; a recomposição e manutenção de áreas de preservação e reserva florestal legal; e a implantação e manutenção de espécies florestais para produção de madeira destinada à queima no processo de secagem de produtos agrícolas.
Alta da carne bovina impulsiona preços de frango e suíno
Segundo analista, tendência de alta dos valores do frango e do suíno continuará no curto prazo
A valorização da carne bovina no atacado e no varejo continua sustentando os preços do frango e do suíno.
– Além de a oferta dos dois tipos de carne estar ajustada ante a demanda existente, a trajetória de alta ainda é muito em função da valorização da carne bovina. Com preços mais elevados, o consumidor busca proteínas mais baratas, ocorrendo a migração da demanda – explicou o analista da Scot Consultoria, Alex Lopes da Silva.
No caso dos suínos, segundo levantamento da Scot, somente em novembro o preço pago ao suinocultor aumentou 10% em São Paulo e o animal vivo (terminado CIF frigorífico SP) na região está em R$ 68/arroba ou cerca de R$ 3,77/quilo. A arroba do suíno vem subindo desde junho e as cotações atuais se aproximam dos preços recordes registrados em outubro de 2008. Dados da consultoria AgraFNP ainda mostram preços em Minas Gerais a R$ 3,60/quilo e na Região Sul, a R$ 2,55/quilo para lotes de integração e R$ 3,10 na granja em Santa Catarina, com aumento ante a semana passada (R$ 2,50/quilo para integração e R$ 3/quilo na granja). Já a carcaça suína, negociada no atacado, cotada atualmente em R$ 5,60/quilo, aumentou 15% neste mês até esta quinta, dia 18, em São Paulo.
Em relação ao frango, depois da valorização ocorrida no final de outubro, o preço do animal vivo reagiu e aumentou 5,5% na semana, a R$ 1,90/quilo, em São Paulo. Essa cotação só não é maior do que o encontrado na primeira quinzena de outubro desse ano, quando foi atingido o patamar de R$ 2/quilo. Por outro lado, a cotação do frango abatido, comercializada no atacado da região, é recorde e hoje é vendida a R$ 5,60/quilo.
– No mesmo período de 2009, a carne de frango no atacado era comercializada a 34% abaixo do valor atual – diz Lopes da Silva.
Segundo ele, a tendência de alta dos valores do frango e do suíno continuará no curto prazo.
– Temos o pagamento do 13º salário e as festas de final do ano que acabam estimulando o consumo tanto da carne bovina - que deverá ter seus preços sustentados – quanto das outras proteínas – prevê o analista.
A informação divulgada hoje pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado do Paraná, em boletim diário, corrobora com a previsão de Lopes da Silva: a intenção dos produtores de suínos da região é atingir, até o final do ano, cotação de R$ 4/quilo do animal vivo ante os R$ 3,50/quilo praticados hoje no Estado.
Brasil apresenta em reunião da FAO iniciativas para recuperar pastagens degradadas
Programa ABC busca recuperar 70 milhões de hectares
As iniciativas do governo brasileiro no setor pecuário para reduzir os efeitos do chamado efeito estufa sobre a camada de ozônio – faixa de gás responsável por evitar excesso de radiação ultravioleta sobre o planeta – estão entre os assuntos discutidos em Buenos Aires durante encontro coordenado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Autoridades governamentais e técnicos da Argentina, do Brasil, do Chile, do Uruguai e do Paraguai também discutem a inclusão da agricultura familiar em projetos de produção de carne, além das políticas comuns ou individuais de cada país para os próximos dois anos no setor agropecuário.
O representante brasileiro no encontro é Márcio Portocarrero, secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ele afirmou que o mundo considera os grandes países produtores de carne agentes no enfraquecimento da camada de ozônio.
– O boi é um ruminante e libera, no processo de digestão do alimento, gases que influenciam na redução dessa camada. O que tentamos provar é que a partir do manejo, da tecnologia e de cuidados específicos no setor pecuário, podemos reduzir esse efeito.
Uma das iniciativas do Brasil para contribuir com a manutenção da camada de ozônio, apresentada no encontro em Buenos Aires, é o Programa ABC, que busca recuperar 70 milhões de hectares de áreas de pastagens. O programa também intensifica o uso de tecnologia na pecuária, incentiva a produção de bioenergia e trata do fortalecimento da produção de leite.
– O programa foi lançado no plano de safra 2010/2011, colocando R$ 3 bilhões à disposição dos produtores para fazerem as mudanças necessárias em suas propriedades, de modo que eles possam assumir uma atividade sustentável.
Uma das mudanças possíveis, segundo o secretário, é a introdução nas propriedades rurais de projetos de sustentabilidade ambiental. Eles permitem, por exemplo, que numa mesma área se desenvolvam a lavoura e a pecuária, com a preservação da floresta.
Uma das mudanças possíveis, segundo o secretário, é a introdução nas propriedades rurais de projetos de sustentabilidade ambiental. Eles permitem, por exemplo, que numa mesma área se desenvolvam a lavoura e a pecuária, com a preservação da floresta.
– Com isso, o Brasil poderá incorporar mais 8 milhões de hectares de plantio direto aos já existentes no país. Nós temos a maior área de plantio direto em todo o mundo.
O Programa ABC também permite a fixação biológica de nitrogênio no solo para reter o carbono e, assim, recuperar áreas de pasto degradadas. Esse processo recompõe o meio ambiente das propriedades rurais, o que pode possibilitar a recuperação de 40 a 70 milhões de hectares até 2020.
– A meta que o governo brasileiro assumiu em Copenhague foi de 15 milhões de hectares de pastagens devolvidas à produção – disse Portocarrero.
O secretário disse que existe uma tendência mundial para a substituição de uma parte da pecuária que lida com animais ruminantes por aves, por exemplo, como uma maneira de atender à demanda de uma camada da população do planeta que não deseja consumir produtos ligados a algum tipo de risco ambiental.
Ele não acredita que essa tendência na produção do setor pecuário signifique redução mundial da oferta de carne.
– O previsto é que em 2020 o mundo tenha 9 bilhões de habitantes que precisam se alimentar de alguma maneira. A carne é a proteína mais nobre que existe. O que se discute - e por isso a FAO coordena grupos de discussão mundo afora – são as alternativas tecnológicas que possam ser adotadas de forma preventiva para manter a oferta de produtos pecuários.
Ministro do Trabalho e Emprego sugere Osmar Dias para Ministério da Agricultura
Segundo Lupi, PDT merece do governo Dilma Rousseff pelo menos mais uma pasta
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse nesta quinta, dia 18, que acredita que o PDT merece do governo da presidente eleita Dilma Rousseff pelo menos mais uma pasta. Frente a isto, Lupi lançou o nome de Osmar Dias (PDT-PR) como um bom candidato à Agricultura. Lupi fez a avaliação após ser questionado sobre a suposta aproximação entre Dias e o PT.
– Osmar Dias é nosso, não é do PT. Se tem alguém que o incentivou a ser candidato, fui eu – defendeu.
Lupi afirmou ainda que Dias, derrotado na disputa ao governo do Paraná, seria "um excelente ministro da Agricultura", pois "conhece profundamente o assunto”. Segundo ele, Dias teria seu total e irrestrito apoio, além do apoio do partido.
– Mas quem escolhe é a presidente Dilma – ponderou.
Essa é a primeira vez que Dias é citado abertamente por um membro do governo. Nos bastidores, porém, seu nome sempre aparece como opção para a Agricultura, hoje ocupada por Wagner Rossi, do PMDB.
O deputado e ex-ministro da Pasta, Reinhold Stephanes (PMDB-PR), por exemplo, que também é um dos candidatos informais ao cargo, demonstra simpatia por Dias.
– A Agricultura precisa de alguém que conheça o assunto e que tenha personalidade para tomar decisões. E Osmar Dias tem esse perfil – avaliou Stephanes.
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