quarta-feira, 29 de abril de 2015

PESCA E AQUICULTURA

 II Encontro Nacional do Plano Safra da Pesca e Aquicultura. Acompanhe trechos do discurso de abertura feito pelo ministro Helder Barbalho: www.twitter.com/mpanarede

NA AMAZÔNIA É ASSIM

Agro Sustentável

Vamos discutir a relação de perdas e desperdícios com segurança alimentar e nutricional?
Nesta quinta-feira, dia 30 de abril, a Embrapa Agroindústria de Alimentos recebe especialistas que debaterão o assunto para avançarmos no conhecimento e nas possíveis soluções para problemas relacionados à perda e desperdício de alimentos.
As inscrições são gratuitas. Mais informações pelo telefone: (21) 3622-9650 ou pelo e-mail agroindustria-de-alimentos.eventos@embrapa.br.
Leia mais aqui: http://bit.ly/1Dv9a7J
Este é mais um evento de contribuição para a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional que acontecerá em novembro.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

3º Festival da Juventude Rural

Ministro anuncia assistência técnica e recursos para jovens do campo
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, participou nesta segunda-feira (27) da abertura política do 3º Festival da Juventude Rural em Brasília. O ministro anunciou novos investimentos para os jovens no campo.

A abertura do 3º Festival da Juventude Rural

A abertura do 3º Festival da Juventude Rural foi marcada pelo anúncio de duas medidas voltadas para os jovens do campo. A Chamada Pública de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para 22,8 mil jovens rurais brasileiros e o edital, em parceria com a Fundação Banco do Brasil e o BNDES, no valor de R$ 5 milhões, para cooperativas e associações da juventude rural, com o foco na agroecologia e na questão de gênero. http://goo.gl/0CusNa ‪#‎JuventudeRural‬
Foto: Rômulo Serpa.

O Maior e Melhor Microcrédito da Amazônia.

PROGRAMA AMAZÔNIA FLORESCER RURAL –  MICROCRÉDITO PRODUTIVO ORIENTADO

É o programa de Microcrédito Rural do Banco da Amazônia que tem como objetivo expandir o atendimento aos agricultores familiares, por meio de metodologia própria na concessão de microcrédito produtivo e orientado. Atende o publico de mais baixa renda do PRONAF, os agricultores familiares do Programa de Microcrédito Produtivo Rural – MPR (antigo PRONAF B).

Na operacionalização do Amazônia Florescer, o Banco da Amazônia conta com a parceria da Associação de Apoio à Economia Popular da Amazônia, que dispõe de assessores de microcrédito rural.

O Assessor atenderá o agricultor em sua própria comunidade de forma ágil, simplificada e elaborará a Proposta de Crédito.

 Como Participar - Amazônia Florescer Rural

QUEM PODE PARTICIPAR?


Agricultores e agricultoras público-alvo do PRONAF Grupo B, devidamente qualificados pela Declaração de Aptidão ao PRONAF, que reúna as condições a seguir:

- Explorem parcela de terra na condição de proprietário, posseiro, arrendatário ou parceiro;

- Residam na propriedade ou em local próximo;

- Disponham de área de até 4 módulos fiscais;

- Obtenham, no mínimo, 50% da renda familiar da exploração agropecuária ou não-agropecuária do estabelecimento;

- Tenham o trabalho familiar como predominante na exploração da atividade;

- Obtenham renda bruta anual familiar de até R$ 20.000,00.


O QUE É NECESSÁRIO PARA PARTICIPAR ?

- Apresentar Declaração de Aptidão ao PRONAF (DAP).

O que pode ser financiado ? - Amazônia Florescer Rural

- Atividades de produção agropecuária, artesanato, comércio e serviço no meio rural.

Valores Financiados

- Até R$ 3.500,00 por operação.

Juros

- 0,5% a.a.

Bônus de Adimplência

- De 25%, em cada parcela da dívida (principal e juros), para o cliente que pagar em dia. Quando o somatório dos sucessivos financiamentos atingir R$ 10.500,00, não será concedido bônus de adimplência.

Prazo

- De acordo com a atividade e a capacidade de pagamento, limitado a 24 meses.

Carência 

- Até 12 meses.


Santarém: PRAÇA BARÃO DE SANTARÉM Nº 75 – CENTRO. CEP: 68005-530
  VALDEMAR PANTOJA DA CRUZ é o Assessor de Microfinança no Município de Santarém-PA.

                                Tel: (93) 2101-2200                  CEL (93)  99157 6816 

Seguro Defeso

O período em que as atividades de caça, coleta e pesca ficam vetadas ou controladas em todo o Brasil é chamado de defeso. Estabelecido pelo Ibama, o defeso garante que os crustáceos e peixes possam se reproduzir na natureza, preservando as espécies e o aproveitamento sustentável dos recursos naturais.
Durante este período, em que não podem pescar por um impedimento legal, os pescadores artesanais recebem do governo um benefício de um salário mínimo (R$788,00) mensal, conhecido como ‪#‎SeguroDefeso‬. A partir desta quarta (01), ele passou a vigorar sobre novas regras. Confira as mudanças na imagem.

BOM ALMOÇO

Pensando no cardápio do almoço? Invista na sua saúde e aposte no pescado: é gostoso, nutritivo e saudável! 

Plano Nacional de Defesa Agropecuária

Anote na agenda! Dia 6 de maio será o lançamento do Plano Nacional de Defesa Agropecuária que vai modernizar o marco regulatório da área sanitária e fitossanitária e reestruturar os laboratórios de análises de doenças e pragas. Na mesma data, também será lançada a regulamentação do Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi), ferramenta que irá descentralizar os serviços de inspeção federal e ampliar a agroindustrialização de produtos da agricultura familiar. Saiba mais: http://bit.ly/1FeQy1F

PRONATEC AGRO

O Pronatec Agro continua formando alunos em diversas partes do Brasil. Em Mato Grosso do Sul, 250 alunos foram capacitados para atuar em áreas como bovinocultura de corte, de leite e integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iPLF). Nas regiões Norte e Nordeste, muita gente também teve oportunidade de se capacitar. Um dos cursos mais procurados nessas regiões foi de agricultura orgânica.
O zootecnista Lincoln Massayoshi, de 32 anos, faz parte dessa turma de sucesso. Ele fez o curso de iPLF em Mato Grosso do Sul e já coloca em prática tudo que apreendeu. Hoje atende clientes que procuram implementar, nas fazendas, práticas mais sustentáveis.
Os cursos do Pronatec Agro que iniciaram em 2014 têm 240 horas de duração, durante as quais os estudantes têm acesso a diferentes módulos de aprendizagem gratuitos, como Empreender no Campo (40h), passando pelas capacitações Metodológica (24h) e Tecnológica (96h), além da capacitação Gerencial (80h).
Em breve, mais vagas estarão disponíveis. Acompanhe nossa página.

Juventude Rural

O 3º Festival da Juventude Rural começa hoje (27), em Brasília (DF), e vai contar com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias. Cerca de 5 mil jovens do campo, da floresta e das águas, além de delegações de dez países da América Latina, irão discutir políticas para a ‪#‎JuventudeRural‬. Patrus participa da abertura do evento nesta segunda-feira (27), às 15h. http://goo.gl/vn0dkK

AMAZÔNIA....VARZEA....É ASSIM!


PIRARUCÚ DA AMAZÔNIA





Alimendo botinho.


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Preços dos alimentos (carnes inclusive) continuam em queda, diz FAO


Preços dos alimentos (carnes inclusive) continuam em queda, diz FAO
08/04/15 
O índice FAO de preços dos alimentos retrocedeu em março à marca dos 173,8 pontos, mesmo nível registrado em meados de 2012. Esse resultado significou queda de 1,5% sobre o mês anterior e de 18,7% sobre março de 2014.

Conforme comenta a própria FAO, a queda registrada de fevereiro para março foi influenciada principalmente pelo açúcar, mas teve a participação também – embora em menor escala – dos óleos vegetais, dos cereais e das carnes.

Análise adicional aponta que nos últimos 12 meses o índice geral de preços dos alimentos sofreu redução da ordem de 7% sobre idêntico período anterior, queda que foi causada pelos produtos lácteos (-26,1%), cereais (-9,8%), óleos vegetais (-15,2%) e açúcar (-4,4%). Ou seja: só as carnes – que, na média, obtiveram aumento de preço de 8,5% - não influenciaram negativamente o índice geral.

De toda forma esse desempenho é efêmero visto que o preço médio alcançado pelas carnes em março correspondeu ao menor valor dos últimos dois anos e meio.

Maioria da população não consome porção de frutas e hortaliças sugerida pela OMS


Maioria da população não consome porção de frutas e hortaliças sugerida pela OMS
08/04/15 
Pesquisa mostra que 24,1% dos brasileiros ingerem a quantidade de frutas e hortaliças recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A quantidade recomendada é 400 gramas diários, em cinco ou mais dias da semana. Entre os homens, o percentual verificado pela pesquisa é ainda menor: apenas 19,3% atendem às recomendações. Entre as mulheres, o consumo atinge 28,3% do total.

Os dados, que fazem parte da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2014, foram divulgados nesta terça-feira (07.04) pelo Ministério da Saúde.

O estudo mostra ainda que 29,4% da população ainda consomem carne com excesso de gordura. Os homens ingerem duas vezes mais: 38,4%. Entre as mulheres o índice é 21,7%. Os números indicam também que o brasileiro tem diminuído a ingestão de refrigerante – item que caiu 20% nos últimos seis anos. Entretanto, mais de 20% da população ainda tomam desse tipo bebida cinco vezes ou mais na semana.

Em relação aos alimentos mais consumidos pelos brasileiros, o Vigitel mostrou que o consumo regular do feijão em cinco ou mais dias da semana está presente em uma escala correspondente a 66% da população. O percentual foi maior entre os homens – 73% – ao passo que, entre as mulheres, o consumo de feijão equivale a 61%.

TELECONFERÊNCIA MDS

Confira o que rolou na Teleconferência MDS desta semana sobre gastos no pagamento dos profissionais das equipes de referência do Suas.
Nesta edição, a Teleconferência MDS esclarece as Orientações Técnicas sobre os Gastos no...
youtube.com

Em risco ! Instituto Nacional de Câncer alerta para excesso de uso de agrotóxicos no Brasil

Alerta: Brasil é o maior consumidor mundial de pesticidas:
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou nesta quarta-feira documento em que se posiciona contra "as práticas de uso de agrotóxicos no Brasil" e ressalta os riscos à saúde do uso desses produtos químicos. A intenção é fortalecer a regulação e controle dessas substâncias e incentivar a agricultura orgânica.

Pesticidas podem alterar qualidade do esperma, aponta estudoUso de agrotóxicos eleva o risco à saúde de trabalhadores rurais
O documento chama a atenção para o fato de o Brasil ser, desde 2009, o maior consumidor mundial de agrotóxicos, com consumo médio mensal de 5,2 quilos de veneno agrícola por habitante. A venda de agrotóxicos no País passou de US$ 2 bilhões para US$ 8,5 bilhões entre 2001 e 2011.

Leia mais notícias de saúde e bem-estar"É importante destacar que a liberação do uso de sementes transgênicas no Brasil foi uma das responsáveis por colocar o País no primeiro lugar do ranking de consumo de agrotóxicos, uma vez que o cultivo dessas sementes modificadas exigem o uso de grandes quantidades desses produtos", diz o texto.
As intoxicações agudas por agrotóxicos atingem os trabalhadores rurais, que sofrem com irritação da pele e olhos, cólicas, diarreias, dificuldades respiratórias, convulsões e morte.
— Há uma subnotificação da intoxicação aguda porque nos serviços de saúde muitas vezes os sintomas são confundidos com uma virose. Em 2013, houve 5.500 casos registrados. A Organização Mundial de Saúde estima que, para cada caso notificado, outros 50 não foram comunicados — afirma Márcia Sarpa de Campos Mello, da Unidade Técnica de Exposição Ocupacional e Ambiental do Inca.
Os agrotóxicos também provocam efeitos por conta da exposição crônica às substâncias químicas, como infertilidade, impotência, abortos, malformações e câncer, informa o documento.
"Vale ressaltar que a presença de resíduos de agrotóxicos não ocorre apenas em alimentos in natura, mas também em muitos produtos alimentícios processados pela indústria, como biscoitos, salgadinhos, pães, cereais matinais, lasanhas e outros que têm como ingredientes o trigo, o milho e a soja", diz o texto.
Já o nutricionista do Inca, Fabio Gomes, lembra que "a preocupação com agrotóxicos não pode significar a redução do consumo de frutas, legumes e verduras".
— São fundamentais em uma alimentação saudável e de grande importância na prevenção do câncer — declara.

Pescador fique atento!

O início do defeso é também o início do prazo em que os pescadores artesanais devem pedir o ‪#‎SeguroDefeso‬. Confira a tabela completa: http://goo.gl/h2eTH8

Série infantil "Teletubbies" ganha 60 novos episódios após 14 anos

Remake tem estreia prevista para o fim do ano

08/04/2015
De novo, de novo, de novo!
Tinky Winky, Po, Dipsy e Laa-Laa são quatro bebês alienígenas com televisões na barriga Foto: Ver Descrição / Ver Descrição
Tinky Winky, Dipsy, Laa-Laa e Po devem voltar às telinhas ainda em 2015. A série infantil "Teletubbies", sucesso na década de 1990 e no início dos anos 2000 ganhará uma versão mais moderna, com 60 novos episódios, 14 anos depois da última gravação. A estreia é prevista para o fim do ano, segundo anúncio feito pela emissora britânica BBC.
Voltada para um público de zero a quatro anos, a série será gravada com recursos visuais mais modernos, como o Computer Graphic Imagery (CGI), que melhora a qualidade da imagem.
O novo produtor de "Teletubbies", Darrall Macqueen, disse como se sente trabalhando com um fenômeno da televisão mundial.
Trabalhar na evolução dos Teletubbies é como lidar com as joias da coroa da televisão — destacou. A cocriadora do programa original, Anne Wood, revelou que não acompanhará a nova rotina de produção da série.
— Eu não conseguiria. Todos os meus programas são como os meus filhos. É como ver uma criança refeita na imagem de outra pessoa. Há remakes de muitos programas sendo feitos e eu sinto que a indústria de televisão para crianças vale mais do que isso. Seria bom se novos trabalhos fosse mais encorajados — criticou.
No Brasil, "Teletubbies" foi exibido na Rede Globo, na TV Cultura e no canal infantil Discovery Kids.

SEGURO DEFESO

Agora, para requisitar o pagamento do ‪#‎SeguroDefeso‬, basta ligar para o 135, o número de atendimento do INSS. Com a senha informada, o pescador saberá a data e o horário exatos para ser atendido na agência mais próxima da sua residência. Mais prático, fácil e acessível. Confira outras mudanças anunciadas pelo ministro Helder Barbalho: http://goo.gl/ZCRd8x

FRUTA FEIA

#‎VocêSabia‬ que o Brasil desperdiça mais de 30% de todas as frutas e hortaliças que produz? Metade dessas perdas ocorre no manuseio e transporte, mas há desperdício também nas centrais de abastecimento, nos supermercados e no próprio campo. Parte desse desperdício, muitas vezes, é por conta do aspecto “feio” de algumas frutas, com pequenas deformidades ou lesões, apesar do valor nutricional intacto. O Ministério da Agricultura quer estimular espaços onde produtores possam vender seus frutos “não perfeitos” diretamente ao consumidor a preços mais baixos, evitando jogar no lixo um produto que seria desprezado caso estivesse na prateleira de um mercado convencional. (Leia mais: http://bit.ly/1GZrqfx)
Ah! Conheça também a iniciativa dos nossos colegas portugueses para estimular o consumo dessas frutas injustamente rejeitadas. Em Lisboa, um projeto de empreendedorismo social lançado em 2013, chamado Cooperativa Fruta Feia, expandiu-se e atualmente conta com 480 consumidores associados. Segundo a entidade, eles já conseguiram evitar o desperdício de 81,1 toneladas de alimentos. Gostou da ideia? 

Avaliação da Fiocruz não recomendou proibição do glifosat


Avaliação da Fiocruz não recomendou proibição do glifosato
08/04/15 - 14:57 

Contratada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a reavaliação toxicológica do glifosato, a Fiocruz não recomendou sua proibição. É o que aponta o comunicado oficial emitido pelo órgão de fiscalização divulgado em função da classificação negativa da substância por parte da Iarc (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer).

“A Resolução RDC n° 10, de 22 de fevereiro de 2008, determinou a reavaliação toxicológica dos produtos técnicos e formulados à base do ingrediente ativo glifosato, entre outros. A norma baseou-se na larga utilização do produto no Brasil, nos relatos de casos de intoxicação ocupacional e acidental, na solicitação de revisão da dose estabelecida para a Ingestão Diária Aceitável (IDA) por parte de empresa registrante, na necessidade de controle de limite máximo de impurezas presentes no produto técnico e nos possíveis efeitos toxicológicos adversos”, explica a Anvisa.

“Para o prosseguimento da reavaliação do glifosato e dos demais agrotóxicos cuja reavaliação está prevista na RDC, a Anvisa firmou um contrato com a Fiocruz. A instituição ficou responsável pela elaboração das notas técnicas para cada um dos ingredientes ativos, as quais devem ser revisadas pelo corpo técnico da Anvisa antes de serem publicadas. Na análise dessas notas técnicas pela Anvisa, foram observadas necessidades de revisão e, desta forma, estabeleceu-se uma ordem de análise dessas notas técnicas, de acordo com os indícios de toxicidade apontados pela Fiocruz”, prossegue a Agência.

No entanto, “a conclusão da reavaliação do glifosato não foi considerada prioritária pela Anvisa, considerando-se que, ao contrário do que ocorreu com outros ingredientes ativos, a Fiocruz não indicou seu banimento. A Fundação conclui somente que as evidências de mutagenicidade, carcinogenicidade e desregulação endócrina deste ingrediente ativo eram insuficientes e indicando a necessidade de novos estudos”.

Anvisa vai reavaliar uso do glifosato no Brasil


Anvisa vai reavaliar uso do glifosato no Brasil
08/04/15 - 11:39 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou oficialmente que reavaliará a liberação do uso do glifosato no Brasil. A postura foi motivada por artigo publicado na Revista “The Lancet” em março deste ano pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS), classificando a carcinogenicidade de cinco agrotóxicos: tetraclorvinfós, parationa, malationa, diazinona e o glifosato.

“Diante da recente classificação do glifosato pela Iarc, a Anvisa dará imediata continuidade à análise deste ingrediente ativo, em cumprimento à determinação do Decreto nº 4.074, de 2002: [que determina] 'promover a reavaliação do registro de agrotóxicos, seus componentes e afins quando surgirem indícios da ocorrência de riscos que desaconselhem o uso de produtos registrados ou quando o País for alertado nesse sentido, por organizações internacionais responsáveis pela saúde, alimentação ou meio ambiente, das quais o Brasil seja membro integrante ou signatário de acordos'”, afirma em comunicado oficial.

No entanto, a Anvisa ressalta que, “até o momento, a classificação pela Iarc dos agrotóxicos mencionados foi objeto de um artigo na Revista The Lancet, de março deste ano, sendo necessário aguardar a publicação da monografia de cada ingrediente ativo, na qual os detalhes da avaliação dos estudos e resultados utilizados como base para a classificação adotada poderão ser avaliados e utilizados na reavaliação desses agrotóxicos”.

A Anvisa detalha que sua reavaliação toxicológica se pauta pelos seguintes procedimentos administrativos: “iniciativa de reavaliação dos ingredientes ativos por meio de publicação de Resolução de Diretoria Colegiada (RDC); apresentação de estudos toxicológicos sobre os ingredientes ativos em reavaliação; análise dos dados e de estudos científicos publicados; parceria com instituição reconhecida técnica e cientificamente na área de toxicologia sem conflito de interesses; publicação de nota técnica para consulta pública; consolidação das contribuições da consulta pública; discussão das conclusões e proposição de encaminhamentos pela comissão de reavaliação composta por servidores da Anvisa, do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); elaboração de nota técnica conclusiva sobre os aspectos toxicológicos reavaliados e publicação da decisão da reavaliação por RDC”.

4 agroquímicos classificados como cancerígenos possuem registro no Brasil


4 agroquímicos classificados como cancerígenos possuem registro no Brasil
08/04/15 - 14:34 

Quatro dos cinco agroquímicos classificados pela Iarc (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer) como cancerígenos possuem registro no Brasil. O órgão, vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS), apontou o tetraclorvinfós, a parationa, a malationa, a diazinona e o glifosato como perigosos para os seres humanos.

Diante do quadro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu comunicado oficial esclarecendo sobre a situação de cada uma dessas substâncias no Brasil (e no mundo):

 Tetraclorvinfós

O tetraclorvinfós foi classificado como possível carcinógeno para humanos. Não há registro de agrotóxicos no Brasil à base de tetraclorvinfós.

Essa substância está banida na União Europeia. Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, continua a ser usada em produtos veterinários, incluindo coleiras antipulgas para animais de estimação.

  Parationa

A parationa foi classificada como possível carcinógeno para humanos. O agrotóxico possui duas formas: a parationa metílica e a parationa etílica.

Não existe registro de produtos à base de parationa etílica no Brasil. A parationa metílica teve proposta de banimento pautada para a reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa. No entanto, antes da reunião, o procedimento de reavaliação foi suspenso por decisão judicial (Mandado de Segurança nº 1000959-80.2014.4.01.3400, da 16ª Vara Federal - SJDF).

O uso da parationa metílica já não é mais autorizado na grande maioria dos países e, onde é autorizado, está sujeito a severas restrições desde a década de 1980.

 Malationa

A malationa foi classificada pela IARC como provável carcionógeno em humanos. É usada na agricultura e em programas de saúde pública e residências para o controle de insetos,continua a ser produzida em volumes substanciais em todo o mundo.

Tem uso autorizado tanto nos Estados Unidos quanto na União Europeia.

  Diazinona

A diazinona foi classificada pela IARC como provável carcinógeno em humanos. Tem aplicações na agricultura, no controle de insetos domésticos e em jardinagem e também em produtos veterinários. Tem seu registro autorizado nos Estados Unidos, com restrições de uso e aplicação. A substância foi banida na União Europeia.

  Glifosato

O glifosato, que também foi classificado como provável carcinógeno em humanos pela IARC, é um herbicida de largo espectro, que, na atualidade, possui os maiores volumes de produção dentre todos os herbicidas.

O agrotóxico é usado na agricultura, na silvicultura, em áreas urbanas e domésticas. Seu uso tem aumentado consideravelmente com o desenvolvimento de variedades de culturas geneticamente modificados resistentes a ele.