quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL ! SÃO OS VOTOS DO "VALDEMAR AGROPE"

glitters

Lula relembra trajetória em último discurso como presidente da República




Durante seu último discurso como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva despediu-se da nação brasileira relembrando sua trajetória de vida até o cargo mais importante do país. Segundo ele, o desenvolvimento do país foi uma conquista coletiva e seu mérito, como governante, foi “haver semeado sonho e esperança”.

“Meu sonho e minha esperança vêm das profundezas da alma popular. Do berço pobre que tive e da certeza que, com luta, coragem e trabalho, a gente supera qualquer dificuldade. Agora, estamos provando ao mundo, que o Brasil tem um encontro marcado com o sucesso. Mostramos que é possível governar para todos".

Para ele, o Brasil venceu o desafio de crescer econômica e socialmente e provou que a “melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza”. Lula afirmou que os oito anos de seu governo foram de luta, desafios e conquistas e pediu aos brasileiros apoiassem à nova presidenta, Dilma Rousseff.

Dilma 

“Dentro de poucos dias, deixo a Presidência da República. Com muita alegria, vou transmitir o cargo à companheira Dilma Rousseff, consagrada nas urnas em uma eleição livre, transparente e democrática. Um rito rotineiro neste país que já se firmou como uma das maiores democracias do mundo”.

Em tom de despedida, o presidente agradeceu à confiança da nação brasileira e afirmou que sairá do governo para “viver a vida das ruas”. “Agradeço a vocês por terem me ensinado muitas lições. Homem do povo que sempre fui, serei mais povo do que nunca, sem renegar o meu destino e jamais fugir à luta.”

No entanto, ele evitou falar sobre o que fará após deixar a presidência. “Não me perguntem sobre o meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem, sim, pelo futuro do Brasil e acreditem nele. Minha felicidade estará sempre ligada à felicidade do meu povo”.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Exportações agrícolas brasileiras sofrem pressões na União Europeia


País enfrenta dificuldades para ampliar embarques, diz Wagner Rossi


 Shutterstock
No mercado americano, Brasil também sofre restrições, mas em relação ao etanol de cana-de-açúcar
O Brasil enfrenta dificuldades para ampliar suas exportações agrícolas para a União Europeia (UE) devido a pressões dos produtores nos países do bloco, disse hoje o ministro da Agricultura Wagner Rossi

Apesar de ter um peso econômico menor, o setoragropecuário tem força política nos países europeus, "onde fazem muita pressão", afirmou o ministro na última quinta-feira (12/08). O Brasil é um dos maiores provedores agrícolas mundiais, mas a crise econômica mundial fez com que a Europa "apertasse o cinto" e reduzisse sua demanda, acrescentou Rossi. 

O governo brasileiro confia em que um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a UE possa colocar um fim às restrições europeias às exportações agrícolas do país. As negociações para esse acordo foram retomadas recentemente após vários anos estagnadas, mas ainda sofrem a pressão dos produtores agrícolas brasileiros. 

Com relação aos Estados Unidos, Rossi lamentou a falta de acordos que facilitem o comércio em alguns casos específicos, em referência principalmente ao etanol. Para o ministro, apesar de ser mais econômico e produtivo, o etanol de cana-de-açúcar do Brasil sofre restrições no mercado americano, que produz o biocombustível a base de milho e mantém "certo grau de protecionismo". 

Rossi também se referiu às limitações que o setor agropecuário enfrenta como consequência da valorização do real frente ao dólar. Segundo ele, apesar de "ganhar em produção, o Brasil perde na comercialização internacional" pela valorização de sua moeda frente ao dólar. 
Meio ambiente
O Brasil exportou US$ 68 bilhões em produtos agropecuários entre julho do ano passado e junho de 2010, número que não chega a bater o recorde de 2008 (julho de 2007 e junho de 2008), com US$ 71,9 bilhões. "O clima e o preço de produtos como o café e a soja são fatores que não podemos controlar, mas em um ano normal nós passaríamos esse recorde de exportação", explicou Rossi. 

A agropecuária constitui 26% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e 42% de suas exportações, que têm 215 países como destino. O ministro destacou igualmente que a agropecuária brasileira e o respeito ao meio ambiente não são incompatíveis e que "o Brasil é o único país que tem as condições de duplicar a produção agrícola sem cortar uma árvore". 

O país investiu R$ 2 bilhões na criação do programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), dirigido a recuperar terras rurais degradadas e a integrar a agricultura e as áreas florestais. 

Além disso, Rossi enfatizou a necessidade de apoiar a agricultura familiar, já que uma porcentagem dessa produção em pequena escala contribui na agricultura do país, sobretudo no norte. "A complementação entre os dois tipos de agricultura (familiar e empresarial) permitiu uma redução dos problemas sociais (em zonas rurais)", comentou. 

Processo para fiscalização de produtos agropecuários será simplificado


A medida pretende melhorar os procedimentos de inspeção, sem comprometer a segurança


 Shutterstock
O novo modelo do formulário para fiscalização de produtos e insumos agropecuários está disponível site do Ministério da Agricultura
Os requerimentos para fiscalização de produtos e insumos agropecuários serão simplificados. A partir desta segunda-feira (23/08) as solicitações para a fiscalização desses produtos pelas empresas importadoras, exportadoras e interessados serão realizadas por meio de um novo formulário padrão, aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), encaminhado às unidades de Vigilância Agropecuária estaduais. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, naInstrução Normativa n° 26

Antes, para concluir o processo de importação ou exportação eram necessários dois documentos: o requerimento e otermo de fiscalização. A partir de agora, o parecer dos fiscais será emitido no próprio requerimento, eliminando o termo de fiscalização. “A medida vai agilizar os procedimentos sem comprometer a segurança do processo”, explica o coordenador-geral do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura, Oscar de Aguiar Rosa Filho. 
Processos de fiscalização
Os procedimentos de fiscalização não sofrerão alterações. Para a liberação das mercadorias serão realizadas análise documental, vistoria e inspeção dos produtos, sendo consideradas as condições técnicas e higiênicossanitárias. 

Segundo informações do Ministério da Agricultura, o requerimento será indeferido, por exemplo, quando a importação, exportação ou trânsito internacional ou aduaneiro da mercadoria forem proibidos, o prazo de validade do produto estiver vencido ou a mercadoria não tiver autorização da unidade de vigilância agropecuária. “Nesses casos, a fiscalização federal agropecuária notificará a Receita Federal do Brasil para que a mercadoria seja devolvida ao país ou local de procedência ou, até mesmo, destruída”, ressalta Rosa. 

As empresas ou pessoas físicas que solicitarem o requerimento serão responsáveis pelas informações e deverão incluir no processo os documentos exigidos para importação, exportação, controles especiais e normas técnicas específicas estabelecidas no Manual de Procedimentos da Vigilância Agropecuária Internacional. De acordo com o coordenador do Vigiagro, o formulário será válido por 30 dias para a conclusão dos procedimentos e registro do parecer da fiscalização. Caso os técnicos julguem procedente, o prazo poderá ser prorrogado pelo mesmo período. 

O novo modelo do requerimento está disponível no site www.agricultura.gov.br, no ícone Serviços - Vigilância Agropecuária/Formulários.

Exportações do agronegócio devem chegar ao recorde de US$ 75 bilhões em 2010


Resultado seria 4,5% maior que o obtido pelo Brasil em 2008, ano de melhor desempenho nos embarques


 Shutterstock
As exportações do agronegócio do Brasil renderam US$ 70,3 bilhões de janeiro a novembro deste ano, 17,7% a mais que o embarcado no mesmo período de 2009. O valor se aproxima do recorde alcançado em 2008, quando os embarques totalizaram US$ 71,8 bilhões. A expectativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é que as vendas externas superem US$ 75 bilhões em 2010.

“Os números mostram que mais uma vez os produtos do agronegócio vão garantir o saldo positivo na balança comercial do país”, afirma o ministro da Agricultura, Wagner Rossi. A diferença entre as exportações e as importações do setor soma US$ 58,2 bilhões entre janeiro e novembro, US$ 7,3 bilhões a mais que o registrado nos onze primeiros meses de 2009.

No ano, o complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol) foi o que mais cresceu em receita, com aumento de 44,6%. As exportações somaram US$ 12,6 bilhões, confirmando a maior procura pelo açúcar brasileiro e os bons preços internacionais após a redução da safra indiana. Produtos florestais (29,7%), carnes (16,7%) e café (31,1%) também contribuíram para o resultado positivo. No caso do café, o valor exportado - US$ 5 bilhões - é o maior já registrado e ultrapassa o valor alcançado em todo o ano passado - US$ 4,3 bilhões. As importações registraram aumento de 35,6% no período.

Com US$ 6,3 bilhões, as vendas externas de novembro são recordes para o mês, desde que o governo iniciou a série histórica, em 1989. 
Destinos 
A participação da Ásia nas exportações alcançou 31%, de janeiro a novembro de 2010. Principal comprador de produtos do agronegócio, a China ampliou as importações do Brasil em 24,2%, passando de US$ 8,6 bilhões para 10,7 bilhões. Europa Oriental (34,8%), Oriente Médio (32,2%) e Mercosul (30,7%) também apresentaram aumentos expressivos, consolidando a maior inserção dos produtos nacionais em países em desenvolvimento.

Os países que ampliaram mais as compras do agronegócio brasileiro foram Irã (93,9%), Egito (79,7%), Rússia (43,5%), Venezuela (36,2%), Japão (35%), Argentina (30,8%) e Arábia Saudita (26,5%).

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

COP 16: Talentos do Brasil expõe moda feita da biodiversidade brasileiraPDFImprimirE-mail
O Programa Talentos do Brasil, do Ministério do Desenvolvimento Agrário(MDA), está apresentando, na 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP 16), em Cancun, no México,  desde o último dia 29, mostra de produtos confeccionados por mais de duas mil artesãs de todo o Brasil. A exposição Talentos do Brasil Biodiversidade à Flor da Pele, instalada no Espaço Brasil na COP 16 prossegue até a próxima até sexta-feira (10). Traz a moda feita a partir de matérias primas naturais e técnicas tradicionais, expressa em peças como roupas, bijuterias, bolsas e objetos de decoração.

A exposição tem como objetivo demonstrar de que maneira o governo brasileiro tem estimulado formas de produção sustentáveis, a partir de matérias primas retiradas da biodiversidade brasileira. São iniciativas voltadas à geração de renda e melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares, que estimulam a preservação dos recursos naturais, ao orientar o uso sustentável destas riquezas.

Distribuída de acordo com as características das regiões a que pertencem os grupos produtivos apoiados pelo Programa Talentos do Brasil, a exposição permite que os visitantes conheçam a localização dos principais biomas brasileiros, que são: Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pantanal e Pampa. Também proporciona aos visitantes o conhecimento da diversidade das matérias primas locais e a forma como são utilizadas pelas artesãs na produção de roupas e acessórios de moda.

São fibras naturais, como tururi, buriti, piaçava, além do coco de babaçu, lã de carneiro, crina de cavalo e couro de peixes, transformadas em peças de vestuário, bolsas, bijuterias e peças de decoração ou utilitários.

As peças em bordados e outras técnicas de tramas e tranças completam a beleza da mostra. Trata-se de outra riqueza da cultura brasileira apresentada a partir de técnicas manufatureiras tradicionais, repassadas de geração para geração, pelas populações que vivem nestas regiões.

O Brasil na COP 16
Comprometido com o combate ao aquecimento global, o Brasil pretende, na COP 16, um consenso sobre a adoção de um conjunto de iniciativas práticas que consigam reduzir de maneira rápida e significativa as emissões de gases do efeito estufa na atmosfera do planeta.

Além disso, o País chega à COP 16 com avanços expressivos no enfrentamento às mudanças do clima. Incluem adoção de metas voluntárias ambiciosas para a redução de emissões de gases do efeito estufa e resultados históricos no combate ao desmatamento na Amazônia, que em 2009 registrou os níveis mais baixos dos últimos 20 anos.

Sobre o Programa
Criado em 2005, o Programa Talentos do Brasil tem como objetivo promover a geração de trabalho e renda baseada na atividade da moda artesanal, organizada em comunidades rurais, com foco na emancipação sustentável, com responsabilidade social, cultural, econômica e ambiental.

Atualmente, o Talentos do Brasil une artesãs e artesãos do meio rural de 12 estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Tocantins. São 15 grupos organizados em cooperativas, que, juntas, formam a Cooperativa Nacional Marca Única - Cooperunica. O programa conta com a participação de renomados estilistas e designers que unem sua experiência aos saberes tradicionais das  artesãs, adequando os produtos às exigências do mercado da moda.

Desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Talentos do Brasil conta com as parcerias do Programa Texbrasil (ABIT e APEXbrasil) e com o apoio da Agência de Cooperação Alemã (GTZ) e do Ministério do Turismo (MTur).
Condraf apresenta Projeto de Lei da PolíticaPDFImprimirE-mail
Nesta quarta-feira (8), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf) dá um importante passo para o debate do desenvolvimento do Brasil Rural. O Conselho vai apresentar, durante a 44ª Reunião Ordinária do Condraf, o Projeto de Lei da Política de Desenvolvimento do Brasil Rural  (PDBR).

O Ministro de Desenvolvimento Agrário (MDA), Guilherme Cassel, presidente do Condraf, estará presente ao evento,  que será realizado no Hotel Lakeside, em Brasília (DF), de 8h às 19h, juntamente com 270 participantes, entre: conselheiros/as, convidados permanentes e convidados do Condraf; representantes dos Conselhos Estaduais de Desenvolvimento Rural (CEDRS); da Coordenação Política da Rede Nacional de Colegiados Territoriais; dos Comitês e do Grupo Temático; agentes de desenvolvimento econômico e  da rede de parceiros da Secretaria de Desenvolvimento Territorial do MDA; articuladores estaduais da SDT; e das Unidades do MDA.

A proposta da Política de Desenvolvimento do Brasil Rural foi lançada em março de 2010, durante o II Salão Nacional dos Territórios Rurais. A elaboração da proposta foi coordenada pelo Condraf, com participação dos conselheiros e da Secretaria do Conselho.

O Projeto de Lei define e estabelece princípios, diretrizes e objetivos da Política de Desenvolvimento do Brasil Rural, pela qual o poder público, com a participação da sociedade civil organizada, formulará e implementará o Plano Nacional de Desenvolvimento do Brasil Rural (PNDBR), programas e ações visando assegurar o direito humano ao desenvolvimento sustentável nas áreas rurais do País.

A aprovação do Projeto de Lei vai coroar os dez anos de trabalho do Conselho, que passou por plenárias, conferências estaduais, pela Conferência Nacional, por um ano de construção da Política e por muitos momentos marcantes. A espectativa é de que a aprovação desse constitua um novo marco legal sobre o desenvolvimento rural no Brasil.

Contatos(www.mda.gov.br/condraf - condraf@mda.gov.br - 2020 0286/0284/0285)


Saiba mais
O trabalho de elaboração da proposta da Política foi iniciado pelo Condraf logo após a I Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, realizada em junho de 2008.

A proposta da Política foi norteada por sete princípios: soberania, sustentabilidade, inclusão, diversidade, igualdade, solidariedade e democracia. A PDBR possui quatro diretrizes estratégicas que se complementam e se integram. São elas: Potencialização da diversidade e da multifuncionalidade dos espaços rurais; Dinamização econômica, inovações tecnológicas e sustentabilidade; Qualidade de vida com inclusão social e igualdade de oportunidades; e Fortalecimento do Estado, protagonismo dos atores e gestão social.

Opiniões
"Nos últimos anos avançamos fortemente numa visão da agricultura familiar. A Política reafirma e avança na discussão do meio rural como consolidação de um espaço de desenvolvimento. Este debate não se encerra no Condraf, mas segue para a sociedade. Este foi um ano importante para semearmos questões para os anos seguintes. Temos que pensar o que poderemos colher em termos de desenvolvimento rural. O grande mérito da Política é provocar  discussão sobre a atenção que o rural deve ter."  Daniel Maia -  secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

"A lei não é do Condraf ou do MDA. Queremos uma lei que tenha amplitude, que incorpore todas as dinâmicas do Brasil Rural." -  João Torrens, conselheiro do Condraf.

"A Proposta da Política traz uma leitura muito interessante, pois reconhece uma profunda transformação do que significa ser rural. A abordagem do documento está absolutamente em dia com a realidade atual. Pensar no rural brasileiro implica pensar no desenvolvimento do Brasil".  -Paul Singer, professor.

"A produção deste documento é um avanço importante. Levar esse debate para a sociedade é nosso próximo desafio." -  Jean Marc Von der Weid, da AS-PTA- Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa.

"A Política é uma inovação, do começo ao fim, inclusive para o próprio significado do Rural e de todas as suas dimensões." - Márcia Leporace - da Secretaria Especial de Mulheres.

"Temos construído um espaço de reflexão profunda. Nosso objetivo sempre foi construir uma Política e não qualquer política. O maior desafio é pensar no novo modelo de desenvolvimento para o Brasil, onde o rural tenha importância significativa." - Carmem Foro - representante das mulheres trabalhadoras rurais na Coordenação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).
 
Semana da Agricultura Familiar destaca avanços no meio rural brasileiroPDFImprimirE-mail
Representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), de organizações públicas e sociais se reúnem de segunda (6) à sexta-feira (10) em Brasília (DF) para avaliar os avanços e as perspectivas de políticas públicas direcionadas para o fortalecimento da agricultura familiar brasileira. Durante a Semana da Agricultura Familiar serão discutidos temas como o fortalecimento da agricultura familiar, a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), políticas de promoção da igualdade entre raça gênero e etnia, o desenvolvimento territorial e a participação social.

A Semana da Agricultura Familiar é uma mostra do alcance do conjunto de políticas públicas do governo federal coordenadas pelo MDA desde 2003 no meio rural brasileiro. Estas ações impulsionaram a capacidade produtiva de mais de 4,3 milhões de unidades produtivas da agricultura familiar, homens e mulheres que, em apenas 24% da área agricultável do País, produzem 70% dos alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros. Estas ações englobam políticas de reforma agrária e garantia do direito à terra, de fortalecimento da agricultura familiar, de promoção da igualdade de gênero e de desenvolvimento territorial.

Desenvolvimento rural

A Semana da Agricultura Familiar será aberta na segunda-feira (6), no Hotel Lakeside, com a Reunião Nacional da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT) do MDA. Na terça (7) e quarta-feira (8), no Hotel Brasília Imperial, ocorre o III Seminário de Avaliação e Planejamento do PNCF. Durante o encontro será apresentado o resultado de pesquisas de avaliação realizadas pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/ESALQ) e o Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais (Deser).

Também na quarta-feira (8), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf) apresenta, durante a sua 44ª Reunião Ordinária, no Hotel Lakeside, uma minuta da proposta de Projeto de Lei da Política de Desenvolvimento do Brasil Rural (PDBR).  Lançada em março de 2010, durante o II Salão Nacional dos Territórios Rurais, o projeto que estabelece princípios, diretrizes e objetivos para a implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento do Brasil Rural (PNDBR), tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável nas áreas rurais do País. Na sexta-feira (10), será realizado o seminário Brasil Rural que Queremos: 10 Anos de Condraf.

Assistência Técnica

Na quinta-feira (9), a partir das 8h, no Hotel Lakeside, a Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) do MDA realiza o encontro Avanços da Política Nacional de ATER. O objetivo é apresentar um balanço dos avanços na construção do Sistema e da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural.

À tarde, a partir das 14h, a SDT apresenta os resultados do Programa de Desenvolvimento Sustentável dos Territórios Rurais (Pronat), criado como parte da estratégia de promover o desenvolvimento territorial sustentável. A pauta inclui as ações do Programa Territórios da Cidadania, hoje referência da articulação de políticas públicas para o meio rural com ações coordenadas do governo federal, estados e municípios, com ampla participação da sociedade civil no processo de decisão.


Trabalhadoras Rurais


Outra atividade da Semana da Agricultura Familiar é a reunião do Comitê Gestor Nacional do Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR), na quinta-feira (9) e na sexta-feira (10), às 14h30, na sala de reunião do primeiro andar do Bloco A da Esplanada dos Ministérios. Durante o encontro serão avaliados os trabalhos realizados desde 2004, que resultaram na emissão de 1.518.864 documentos civis e trabalhistas em todo o País. Durante a semana, uma comitiva do governo do Paraguai estará em Brasília para conhecer o PNDTR. O governo deste país já manifestou interesse em implantar um programa similar.

SERVIÇOO QUE - Semana da Agricultura Familiar
DATA - 6 A 10 de novembro
LOCAL - Brasília-DF

Veja aqui a programação da Semana da Agricultura Familiar
http://www.mda.gov.br/portal/arquivos/view/diversos/programacao.pdf

Nova movimentação na Câmara sobre o Código Florestal opõe deputados

Bancada ruralista tenta votar pedido de urgência sobre o tema.
Assunto é polêmico e ambientalistas discordam de mudanças propostas.
Do Globo Amazônia, com informações do Globo Rural
Tamanho da letra

As mudanças no Código Florestal voltaram a esquentar o clima na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (8), em Brasília. Representantes da agricultura garantem que têm 370 assinaturas pedindo urgência na votação do novo projeto. Já os ambientalistas querem mais tempo para debater o assunto.

O texto que altera o projeto dispensa a obrigatoriedade da manutenção de áreas de reserva legal em propriedades de até 4 módulos fiscais, por exemplo. Outra medida altera a conservação de mata ciliar às margens de rios com até 5 metros de largura de 30 para 15 metros. Ambientalistas discordam.

“A proposta não foi discutida, não foi negociada. Ela não favorece ninguém. De tal forma que precisamos fazer aquilo que estou propondo: sentar, identificar os pontos convergentes e construir uma proposta de consenso porque todo mundo acha que esse Código Florestal precisa sofrer mudanças, mas não podemos é destruí-lo”, diz o deputado Edson Duarte (PV-BA).

Já os ruralistas se apressam para votar as mudanças antes do final do ano. “Foram feitas 72 audiências públicas em todos os estados da federação. A comissão trabalhou por mais de um ano. Por que voltar a discutir novamente porque uma minoria, pressionada por ONGs internacionais, com interesses estrangeiros, agora não quer votar a matéria?", argumenta o deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS).

A discussão das mudanças no Código Florestal deve ser retomada na próxima semana na Câmara dos Deputados.

Paleta bovina chega às churrascarias


Corte popularmente tido como “de segunda” ganha lugar nobre nas grelhas da rede Fogo de Chão

por Mariana Caetano | Fotos: Marcelo Min
Marcelo Min
No momento de servir o Shoulder Steak, da Fogo de Chão, o garçom recomenda que a fibra do centro do corte seja retirada, e que se coma a carne que envolve esse nervo
churrasco já não é mais o mesmo. É certo que lá permanecem as vedetes, a exemplo de alcatra, picanha emaminha, mas uma carne até então considerada menos nobre – ou “de segunda”, no popular – tomou de surpresa o cardápio: a paleta. “No passado, quando não havia um cuidado maior com a genética e a alimentação dos bovinos, era uma peça mais dura. Agora, é possível conduzi-la à grelha”, diz Arri Coser, proprietário da churrascaria Fogo de Chão e responsável pela descoberta da nova vocação da peça. 

O corte, que até então figurava principalmente em cozidos, passou a ser oferecido nas seis unidades da rede de restaurantes no país entre outubro e novembro deste ano, sob o nome de Shoulder Steak (algo como “bife do ombro”, remetendo à parte do boi de onde é retirada). 

Visualmente, o Shoulder Steak se assemelha ao filé mignon, porque não tem gordura (apenas o marmoreio entremeado), mas tem fibras mais finas. “A textura é muito macia e, servida ao ponto, tem sabor extraordinário, porque é rica em ferro e concentra bastante sangue, como a fraldinha. E, mesmo bem passada, não fica seca e dura, continua saborosa”, garante Coser. Cada boi oferece apenas 900 gramas do miolo de paleta, rendimento menor que o da picanha, que é de cerca de 3 quilos, ou do filé mignon, com pouco mais de 2 quilos.
Marcelo Min
O Shoulder Steak se assemelha ao filé mignon, porque não tem gordura (apenas o marmoreio entremeado), mas tem fibras mais finas
O preparo é feito com a selagem inicial da carne, que consiste em submetê-la ao calor máximo da grelha (uma temperatura em torno de 600ºC), por 10 minutos. Depois, a carne é afastada um pouco do fogo para que esquente por inteiro, a cerca de 350ºC, por mais 10 minutos. Como o centro da corte possui um filete de fibras, no momento de servir, o garçom recomenda que se retire essa parte, e que se coma a carne que está por cima e por baixo desse nervo. 

De acordo com um estudo encomendado pela própria Fogo de Chão, o Shoulder Steak tem 40% menos calorias, se comparado à picanha. Apresenta ainda menos gordura (4 gramas, frente às 13 gramas da picanha, em uma porção de 100 gramas de carne) e mais proteínas (23 gramas contra 19 gramas). 
Garimpagem no boi

Em 2004, a Fogo de Chão iniciou um processo para selecionar bois de maior qualidade e, assim, conseguir as melhores carnes. A empresa fez acordos com seus fornecedores para chegar a um produto com características específicas, determinando, por exemplo, as raças e o modo de criação dos animais, cujas carnes seriam posteriormente encaminhadas à rede de churrascarias. “Com isso, o boi ficou muito bom. E vimos que podíamos usar outros cortes, além dos que já são tradicionalmente voltados para o espeto corrido”, afirma Coser.
Marcelo Min
"Percebemos que poderia haver algo mais precioso no dianteiro do boi. E fomos estudar”, afirma Arri Coser, proprietário da rede Fogo de Chão
Um primeiro passo na direção da diversificação do cardápio foi dado em 2008, quando a empresa lançou a Costela Premium, fruto das cinco primeiras vértebras do animal, junto com o acém. “Nesse processo, percebemos que poderia haver algo mais precioso no dianteiro do boi. E fomos estudar”, explica o proprietário das churrascarias. 

Com a ajuda do frigorífico Marfrig, um de seus fornecedores, a Fogo de Chão focou atenções na paleta. Várias partes da peça foram separadas para testes, até que encontraram no centro da paleta uma carne extremamente macia, situada próximo do osso do animal. 

O trabalho de ampliar o aproveitamento do boi também é benéfico para os frigoríficos, porque diminui os custos. “Hoje, jogar todo o custo do animal sobre quatro ou cinco cortes é impraticável, inviabiliza os negócios”, conta Coser. 

A demanda da Fogo de Chão por paleta é de seis toneladas por mês, ou 6% do total comercializado pela rede. “Minha previsão é de que essa carne fique entre os três ou quatro cortes de maior saída em nossos restaurantes”, estima. Coser acredita que ainda é possível descobrir novos cortes. “Acho que toda as peças maiores já foram descobertas. Mas há ainda algumas menores. É um serviço de garimpagem”, diz. 

O especialista em carnes István Wessel prevê que haverá uma mudança no cardápio dos restaurantes do país, que devem buscar cortes de carne bovina mais em conta, tendo em vista a disparada dos preços no setor. “A arroba do boi chegou a subir 40% em 3 ou 4 meses no país. Em alguns cortes, a alta alcançou até 50%”, afirma. Entretanto, ele é cético quanto às inovações nas grelhas. “Não vejo como as churrascarias podem avançar mais no que diz respeito aos cortes dianteiros”, completa.

Dilma pede a Wagner Rossi que modernize Ministério da Agricultura


Permanência do atual ministro na Pasta foi confirmado nesta quarta-feira

Agência Brasil
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, revelou nesta quinta-feira (09/12) que a presidente eleita, Dilma Rousseff, pediu-lhe um projeto de modernização da Pasta como a prioridade do setor no novo governo. "Ela se mostrou interessada que eu faça rapidamente um projeto de atualização e modernização, porque o setor produtivo rural avançou muito e o ministério ficou distanciado dele, com uma estrutura de 30 anos atrás", disse Rossi, cuja permanência no cargo foi confirmada na noite desta quarta-feira (08/12). 

"Estou muito feliz, porque tive o reconhecimento de um trabalho que fiz em um prazo curto; procurei gerar sintonia com o setor produtivo e com a bancada e agora terei condições de, orientado pela presidente, buscar metas mais ambiciosas", afirmou Rossi, que assumiu o cargo em 1º de abril deste ano, após o então ministro, o deputado federal reeleito Reinhold Stephanes (PMDB-PR), renunciar para disputar um novo mandato. 

Antes de embarcar para São Paulo, onde despacha durante a tarde na Superintendência Federal da Agricultura, o ministro garantiu ainda ter obtido "referências muito positivas do setor produtivo" para permanecer no cargo. 

Nesta sexta-feira (10/12), Rossi terá seu primeiro encontro formal com os ruralistas, em um almoço, ainda na capital paulista, com representantes da Sociedade Rural Brasileira (SRB). À tarde, o ministro vai a Sertãozinho, SP, para participar do lançamento da Universidade Corporativa do Setor Sucroenergético (Uniceise).

Supermaracujás criados pela Embrapa têm polpa farta e alta qualidade


FRUTOS PODEM CHEGAR A TER TAMANHO DE UM MELÃO

Clarissa Lima
O agricultor Lúcio da Silva comercializa tanto o fruto in natura quanto a polpa congelada
Um maracujá grande, com muita polpa e qualidade pode ser o sonho de muito fruticultor. Para Lúcio da Silva, que produz no município de Sítio d’Abadia, GO, a 300 quilômetros de Brasília, essa já é uma realidade que tem rendido além das expectativas, com uma safra de frutos que pesam até 650 gramas e têm o tamanho de um melão. 

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, Fábio Faleiro, os frutos grandes são resultantes do potencial genético dos híbridos BRS Sol do Cerrado, BRS Gigante Amarelo e BRS Ouro Vermelho, e da adoção de boas práticas de manejo da cultura. 

Desde 2008, esses materiais estão disponíveis e têm obtido bons resultados em plantações em todo o país, segundo a Embrapa. Para atender à grande demanda por sementes, foram implantadas unidades de produção no Distrito Federal, em Goiás, Pernambuco e Mato Grosso. As reservas de sementes são feitas na Embrapa Transferência de Tecnologia. 

Em Sítio d’Abadia, Silva comemora a facilidade de vender o fruto, que além do peso tem alto rendimento de polpa com coloração alaranjada e boa qualidade fitossanitária. Em um mercado em franca expansão como é o do maracujá, ele comercializa tanto o fruto in natura, quanto polpas congeladas. A expectativa é expandir a plantação, que hoje é de um hectare, para outros quatro. 
Manejo

Além do uso de sementes de materiais melhorados geneticamente, a correção do solo, a irrigação e o bom controle fitossanitário são essenciais ao sucesso do plantio. “A polinização manual é um dos segredos para garantir o vingamento das flores e a produção de frutos grandes com bom rendimento de polpa, sendo uma prática recomendada para o pequeno, médio e grande produtor”, afirma o pesquisador da Embrapa Cerrados. 

As reservas de sementes dos híbridos de maracujá são feitas na Embrapa Transferência de Tecnologia, por meio do telefone (19) 3749-8888, ou e-mail sac@campinas.snt.embrapa.br.